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Clemildo Brunet
brunetco@hotmail.com WebIniciou sua carreira radiofônica em 1961, nas antigas difusoras de Pombal. Em 1966 montou sua própria emissora “A VOZ DA CIDADE”, que teve o seu destaque na formação de muitos profissionais que atuam hoje nos veículos de comunicações. Em 1968 instalou o serviço de Alto Falantes “LORD AMPLIFICADOR” que funcionava sob as modalidades fixo e volante, tendo servido também de aprendizado para muitos outros profissionais que são destaques hoje, tanto na imprensa paraibana e brasileira. Atuou no rádio como locutor, redator, comentarista, repórter e noticiarista. Foi correspondente durante dez anos do Jornal Estadual da Rádio Tabajara da Paraíba entre 1980/1990. Ex-diretor comercial das Rádios Maringá AM e Liberdade 96 FM de Pombal. Passando ainda pela Opção 104 FM de Pombal e Rádio Alto Piranhas de Cajazeiras exercendo nesta última, suas atividades jornalísticas nos Programas, Rádio Vivo e Trem das Onze. Pelos relevantes serviços prestados ao longo dos anos à radiofonia paraibana, foi agraciado com a mais alta honraria da Assembléia Legislativa da Paraíba, “A Medalha Epitácio Pessoa”, no dia 10 de junho de 2010. Aposentado, atualmente vem divulgando temáticas sobre o rádio, a cultura e a história de Pombal, em seu Portal CLEMILDO, COMUNICAÇÃO & RÁDIO.
Parada Obrigatória!
Quer queiramos ou não, todos nós temos uma parada obrigatória. Seja qual for à direção que devamos tomar no curso de nossa existência, na maior parte das vezes, passamos despercebidos dessa realidade, só mais tarde é que acordamos. Quando somos crianças ou jovens, não damos à menor importância as ocorrências do dia a dia e na fase adulta chega-nos as preocupações do cotidiano.
Há uma parada obrigatória sim, para que meditemos sobre o que já foi feito, o que se deixou de fazer e o que é preciso fazer. Quantas vezes nos deparamos com o alerta da parada obrigatória e seguimos em frente sem atender as exigências impostas pelo o aviso, e logo a seguir, em tão pouco tempo, vimos desmoronar os nossos sonhos, levando-nos a um estado melancólico, dramático e sombrio.
O que será que acontece conosco, que mesmo estando cercados de amigos, parentes e pessoas queridas, nos sentimos solitários? O salmista questionou consigo mesmo: “Porque estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” Sl 42:11.
À medida que os anos passam e as mutações se sucedem ao nosso redor, na parada obrigatória, começamos a pensar que muita coisa mudou. Já não nos sentamos nas calçadas com o nosso vizinho para aquele bate papo costumeiro de antigamente. A novela na TV, a Internet, os vídeos games, o individualismo e as nossas particularidades ocupam espaços na nossa vida a tal ponto, que terminamos por criar um bloqueio filtrando o nosso viver diário.
A vida segue o seu curso normal enquanto o tempo passa rapidamente, o pensamento voa equidistante a procura de imagens que permeiem a nossa imaginação. Na parada obrigatória desses momentos, vem à lembrança do que já passamos e a vontade de que tudo voltasse a ser como antes, exceto os dissabores e as agruras.
A Parada obrigatória do amadurecimento da vida nos faz observar que muitas coisas que acontecem hoje, no passado as proporções eram menores e não se dava de maneira constante e repetitiva como ocorre agora, fazendo o nosso pensamento indagar, o porquê dessas mudanças. O avanço tecnológico com todo seu aprimoramento não é capaz de explicar, os homens pós- modernos também não, nem a ciência.
Mas a explicação pra tudo isso, está num passado distante cujo relato se encontra no livro sagrado, no princípio da geração humana, da qual somos provenientes. Ao colocar o homem para administrar um jardim, Deus lhe pôs uma parada obrigatória sob este aviso: ... “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”Gn. 2:16,17.
Havendo ultrapassado o limite estabelecido por Deus da parada obrigatória, o homem teve que arcar com os efeitos de outras paradas obrigatórias que estão em constantes conflitos em seu interior:
Medo – A resposta de Adão ao chamado de Deus foi que teve medo e se escondeu. Até hoje a humanidade sofre deste mal. Não há valente ou corajoso que não sofra da síndrome do medo. Medo, angústia, depressão, os sintomas que mais atacam em nossos dias. Cidadãos de bem enjaulados e bandidos soltos fazendo miséria e o medo assenhoreando os homens!
Desculpa - O homem para safar-se da transgressão cometida, pois a culpa no Criador pela companheira que lhe fora dado. “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi.” A mulher ao ser interrogada, respondeu: “A serpente me enganou, e eu comi.” E assim, o rumo da história nos mostra que há sempre uma desculpa esfarrapada para cada ato de culpa que não se quer assumir.
Sofrimento e dor – na gravidez da mulher ou no labor diário do homem na luta pela sobrevivência, muito sacrifício para se manter e sustentar a família com o suor do seu rosto.
Morte – finalmente, esta é uma das paradas obrigatórias que mais deixa o homem inconformado. “... Porque tu és pó e ao pó tornarás” Será que existe algo mais humilhante para o ser humano do que presenciar a morte de seu ente querido e vê-lo ser enterrado? Consciente de que essa um dia, também será a sua parada obrigatória aqui neste mundo?
Em meio a esse turbilhão de tantas paradas obrigatórias aqui, existe uma que nos traz alento e ânimo.
Esperança – só os desesperançados sucumbiram. Todavia, nem tudo está perdido para os que têm esperança. Há uma centelha divina que fornece o combustível da alma da gente. Quem espera sempre alcança. O apóstolo Paulo afirmou com muita propriedade que “a esperança não traz confusão.” Sem esperança não há o amanhã e tudo deixa de existir. Esperança é pensar com altivez e vencer os obstáculos. Cristo é a única esperança! “porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente”. Rm.11:36.
Paulo Abrantes: a magnificência de uma força idealizadora!
Quem já nasce com ideal na vida, nasce feito. Quem sabe faz a hora não espera acontecer, como diz a letra da canção do paraibano Geraldo Vandré. Pois bem, Paulo Abrantes de Oliveira, nascido em Pombal sertão da Paraíba no dia 01 de setembro de 1949, filho de Augusto Gervásio de Oliveira e Doralice Abrantes de Oliveira, casado com a Advogada Ana Rosa Neiva Monteiro Abrantes, foi morar
Ex professor das disciplinas: Física, desenho e matemática do Liceu Paraibano e Colégio Estadual Santa Júlia. Venceu por duas vezes o Concurso de Oratória das turmas concluintes de 1980 e 1988. Em três gestões, ocupou o cargo de Diretor da Residência Rodoviária do DER – Sapé- PB, exercendo também nesta cidade o cargo de Secretário de Obras e Serviços Urbanos do Município. Ex Gerente do Projeto Renascer II, onde fez diversas construções de casas populares em regime de mutirão, nas cidades de Cabedelo e Bayeux na Paraíba.
Paulo Abrantes é membro efetivo da API e AAI – Associações de Imprensa da Paraíba e Alagoas. Tem sempre colaborado com os principais jornais da Capital. O Norte, Correio da Paraíba, A União, sendo nosso parceiro também no <Portal Clemildo, Comunicação & Rádio> com artigos e crônicas, refletindo a força do pensamento sertanejo e brejeiro, impregnado de espírito nordestino na defesa do problema social tipicamente nosso, a agonia dos engenhos, o domínio crescente das usinas, em suma, a desumanização da economia pela mecanização da lavoura de cana-de-açúcar e dispersão de um povo.
Paulo Abrantes tem demonstrado sua desenvoltura na arte literária, pois já editou dois livros: Fazenda Gado Bravo em prosa e verso e a Dama da Rua Estreita. O primeiro traz a tona os tempos de criança vivida por ele mesmo trazendo à baila, recordações de suas raízes. O segundo um relato de ficção, sobre Maria Sofia, uma mulher encantadora descendentes de italianos, criada em Pombal, uma pequena cidade do interior. São as estórias de lobisomem e assombrações que o autor ouvia falar na infância e adolescência. Um misto de ficção e realidade.
A magnificência da força idealizadora de Paulo Abrantes foi também pontuado na execução de um projeto de sua iniciativa e elaborado por ele, o ano passado, para a criação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, na cidade de Sapé, prevendo abertura de Cursos Profissionalizantes, para jovens de toda região polarizada pelo Município de Sapé, tais como: Cruz do Espírito Santo, Mari, Caldas Brandão, Sobrado, Riachão do Poço, Gurinhém, Mulungu, Capim, Guarabira entre outros.
O documento foi entregue em mãos ao Senador Roberto Cavalcante pelo próprio Paulo Abrantes, depois de haver realizado várias reuniões com professores e autoridades da educação na região. No dia 25 de maio deste ano, a Comissão de Educação do Senado Federal, aprovou a criação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET) de Sapé, que contou com o aval do Ministro da Educação Fernando Hadad.
Segundo o Senador Roberto Cavalcante, “Hadad demonstrou entusiasmo pelo Projeto, em função da localização estratégica, e também pelo pioneirismo da cidade como centro formador de Profissionais”. Ele revelou que o Ministro compartilhou o entendimento de que o IFET, que se destina à formação e qualificações de profissionais, atenderia tanto os jovens egressos do ensino médio como os trabalhadores carentes de qualificação. ”Desta forma, impulsionará o desenvolvimento do comércio, da indústria e do setor agropecuário local e regional”. Acrescentou o Senador. Só assim, o sonho acalentado por mais de 146 mil habitantes da micro região de Sapé é concretizado.
Mesmo sem ter exercido nenhum cargo eletivo, Paulo Abrantes, em suas ações como vimos acima, tem uma particularidade que é dele próprio, Fazer amigos e conquistá-los. Cidadão que merece respeito por suas aptidões até mesmo na maneira como trata seus amigos. Tenho-o em alta estima e consideração.
A Bíblia de Jerusalém das edições Paulinas no livro de Eclesiástico capitulo 6: 14-17, está escrito: “Um amigo fiel é um poderoso refúgio, quem o descobriu, descobriu um tesouro. Um amigo fiel não tem preço, é imponderável o seu valor. Um amigo fiel é um bálsamo vital e os que teme o Senhor o encontrarão. Aquele que teme ao Senhor faz amigos verdadeiros, pois tal como ele é, assim é seu amigo.”
Paulo Abrantes bendigo os céus pelo privilégio de nutrir essa amizade, e repito o que disse em outra ocasião, parafraseando as palavras do sábio Salomão, em Provérbios capitulo 18:24b. “Mas há amigo mais chegado do que um irmão.”
Salve, 01 de setembro data do seu natalício, parabéns, feliz aniversário!
Quando a lua era dos namorados...
Já se foi o tempo em que se dizia que a lua é dos namorados. Entretanto, é necessário lembrar que esse corpo celeste, é a inspiração dos cancioneiros e poetas populares, emergentes das culturas dos povos, nas obras de arte, poemas, canções, religiões, histórias, romances, mistérios e superstições.
Na Bíblia a lua é descrita como obra da criação de Deus e contemplação dos homens. Disse também Deus: “Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos” Gn.1:14... “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem que dele te lembres e o filho do homem que o visites?” Sl.8:3,4.
E por aí vai. Para a maioria, a conquista do homem ao pisar o solo lunar há 40 anos, foi de somenos importância. Houve mais reflexo no imaginário popular, pois, as imagens do homem na lua foram banalizadas como um show de mídia e não como um avanço da ciência.
As palavras do astronauta Neil Amistrong “este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”, não passaram de figura retórica. Mais do que a lua real onde ficaram as pegadas de Neil Amstrong e uma bandeira americana, a lua da cultura pop e do imaginário popular nos toca bem fundo do que a do espaço sideral.
Não é a conquista da lua pelo o homem como marco histórico e sim a conquista do homem pela lua, na essência; para se inspirar e compor em versos seu sentimento, olhando o céu azul, cintilado de estrelas em noites de lua cheia. Hoje sentimos saudades de quando a lua era dos namorados.
O saudoso musicista Heitor Villa Lobos grande e renomado compositor brasileiro, numa de suas excursões pela Europa liderando um famoso coral brasileiro fez uma apresentação em um dos mais conhecidos centros da cultura européia, o Teatro de Milão, na Itália. Todos que estavam naquele teatro guardavam silêncio demonstrando o interesse que tinham pelas as artes, principalmente a música.
Ouviam as apresentações que se sucediam, quando em dado momento, depois que o célebre coral regido por Villa Lobos, terminou de cantar “O LUAR DO SERTÃO”, música e letra da autoria de um maranhense, Catulo da Paixão Cearense, toda platéia ficou de pé e aplaudiu demoradamente, a execução da referida canção, que pela magia da letra e música causou imensa admiração aquele seleto auditório.
Os Jornais da época, de toda a Europa, deram destaque ao fato. Não é sem razão que a canção Luar do Sertão é conhecida como o hino oficial do sertão nordestino. Coincidência ou não, Catulo da Paixão Cearense, teve seu ultimo desejo atendido: Morrer em uma noite de lua cheia.
No dia 13 de novembro de 1946, ás cinco e meia da tarde, quando a lua surgia sobre as águas tranqüilas da Baia da Guanabara, banhando de luz o Rio de Janeiro e o Brasil, naquele momento, ao som de um violino dolente, que solava “Luar do Sertão”, ele era sepultado, no Cemitério São João Batista. Cumpriu-se então o que disse Catulo da Paixão Cearense, em um verso de sua canção.
“Se Deus me ouvisse com amor e caridade,
Me faria esta vontade, o ideal do coração:
Pra que um dia,
Se a morte me surpreendesse
E eu morresse numa noite
De luar do meu sertão.”
Se hoje a lua não é motivo para a inspiração das religiões ou mitos, sabe-se que ela é imbatível nas histórias fantásticas do universo. No cinema, nos sonhos, na literatura e na tradição oral, de modo mágico e encantado, ela está presente para o bem e para o mal. Inúmeras histórias de amor foram construídas sob o pretexto desta frase: “Olha como a lua está linda!”.
Mas também, não há conto, filme ou livro de terror que não dê destaque a lua em algum momento. A mesma lua das histórias de amor tem também seu aspecto sinistro. Falar da lua é lembrar os trovadores, a poesia de rua, dos seresteiros, dos violeiros e dos grandes literatos. É a musa inspiradora das canções e da poesia.
Ainda trago na lembrança os dias saudosos dos meus verdes anos, onde em minha cidade se registrava as mais belas serenatas nas noites enluaradas. Algumas ao som de um plangente violão, outras ao som das radiolas portáteis. Por incrível que pareça a primeira radiola portátil que chegou a esta cidade, pertencia a minha irmã Claudete Brunet de Sá (saudosa memória), a marca era Motoplay. Eu utilizava esse aparelho sonoro alimentado à pilha, para tocar os antigos discos de vinil nas serenatas em noite de lua.
Pois bem, neste pedaço de chão sertanejo, banhado pelo brilho do luar no firmamento límpido e esplêndido de estrelas, na beleza, encanto e suavidade da noite, ouvíamos os versos da canção que acordou tantas namoradas...
“Lua, manda a tua luz prateada
Despertar a minha amada
Quero matar meus desejos
Sufocá-la com meus beijos...
Dia 24 deste mês, é noite de “lua cheia”, veja o fulgor do mais belo luar do ano. O luar do mês de agosto, parecendo um “sol de prata, prateando a solidão”; na bendita comparação do poeta; reminiscências do passado, quando a lua era dos namorados...
O estudante dos anos 60 e 70
Estudante já foi gente neste país. Não, que não o seja nos nossos dias. Estou falando da representatividade, da pujança, do idealismo e das lutas renhidas por uma causa. A vontade heróica do estudante de uma determinada época neste Brasil dava-se de maneira voluntária, nas reuniões, em lugares fechados escolhidos pela classe ou em manifestações nos logradouros públicos, para dizer aos que lhes eram contrários, o sentimento de liberdade no grito e na raça, sinalizando seu protesto, até mesmo no período em que tudo era censurado.
Quanto mais proibidas essas manifestações mais gloriosa era luta pelos seus ideais. Assim era o estudante dos anos 60 e 70. Não se envergonhava do açoite, da tortura, da opressão e não havia força humana que o impedisse de lutar mais e mais com bravura, na esperança de alcançar seus objetivos.
Os valores inestimáveis e o conceito formado em torno do estudante de outrora era de tal forma, que nas repartições públicas ou privadas, quando se indagava sobre a profissão era posto no documento: Estudante. Eu pergunto: Nos dias atuais quem furtou a coragem e a bravura de uma classe que no passado era vista pelas autoridades como pessoas desordenadas, subversivas, comunistas e outros qualificativos desairosos que lhes foram dados pelos seus censores?
Para onde foi aquele estudante que formava rodinhas e saia a perambular pela cidade, conversava e discutia assuntos de interesse público, buscava o ideal de liberdade plena. O estudante que mesmo debaixo do tacão do militarismo reinante, não dedurava seus colegas, ainda que isso viesse causar-lhe sofrimento ou morte no porão ou na masmorra?
O Estudante que se entusiasmava com as músicas; algumas até usando metáforas. Mas, ele entendia muito bem o sentido da mensagem. Composições essas, que continham letras, cujo teor não soava bem aos ouvidos dos órgãos da censura federal, que decretava a proibição para não ser executada no rádio e em lugares públicos.
O estudante nas décadas de 60 e 70 era foco de mobilização social. Na época as várias organizações da classe como: Os DCes (diretórios centrais estudantis) no âmbito universitário, as UEEs: (União estaduais dos estudantes) e a UNE – União Nacional dos Estudantes, foram responsáveis em levar adiante o conhecido movimento estudantil para influenciar significativamente com os seus protestos, reivindicações e manifestações os rumos da política nacional.
O avanço com a criação de inúmeras faculdades e universidades no final dos anos 50, fez com o acesso ao ensino superior viesse a ser condição fundamental para apressar o processo de modernização, abrindo novos caminhos para mobilidade e ascensão social. Com esse resultado, houve o crescimento e consolidação de novas correntes políticas no meio universitário por intermédio de lideranças dos cargos mais importantes das organizações estudantis.
O Golpe militar repercutiu no meio estudantil pelo fato das autoridades aplicarem uma reprimenda as lideranças dos estudantes, desarticulando as principais organizações representativas da classe. Mesmo assim a estudantada da época, não se deixou intimidar e foram criadas novas organizações e novos procedimentos foram adotados para a escolha de seus representantes.
Essas novas correntes políticas infiltradas no meio dos estudantes se tornaram hegemônicas e defendiam ideologias ligadas à esquerda marxistas (projeto socialista de transformação da ordem social). Foi justamente na primeira metade dos anos 60, que a chamada “Reforma da Universidade” consistiu na mais importante luta estudantil. O vértice da radicalização dos grupos estudantis ocorreu em 1968, ano marcado por grandes manifestações de rua contra a ditadura militar.
De
Finalmente, o auge da retomada estudantil ocorrida em 1977, ano que também foi marcado pela saída dos estudantes a rua. Eles se mobilizaram em defesa das liberdades democráticas, fim das prisões, torturas e anistia ampla, geral e irrestrita. Movimento esse que tomou força motivacional a mover os estudantes. Gradualmente as principais organizações dos estudantes foram reconstruídas. Surgiram então, os DCEs-livres, em seguida as UEEs e, em
Com os desmandos da nossa classe política, a falta de ética e zelo com a coisa pública nos dias de hoje, o avanço constante da violência por parte do crime organizado mandando neste país; eu pergunto: onde se encontra o brado de liberdade que havia na classe estudantil dos anos 60 e 70?
Napoleão: meu pai, o amigo...
“...Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo que é meu é teu”.Lc 15.31b.
Este segundo domingo de agosto, comemora-se o dia dos pais. Nada mais justo, que se homenagear personalidade tão importante no seio da família e da sociedade. O pai carrega sobre seus ombros a responsabilidade de inspirar confiança, afeto e proteção, aos que estão em seu convívio diário.
Cada filho pode ao sabor das comemorações desse dia, fazer uma reflexão do que seja essa figura que se chama pai e o que ele tem de tão importante e significativo para as nossas vidas. O meu, partiu para outra esfera quando eu tinha ainda 15 anos, não entendia direito das coisas e o que viria ser depois de sua partida.
Na peregrinação dos meus dias só eu sei o quanto meu genitor me faz falta! Foi-me tirada à oportunidade de uma maior convivência com ele. Entretanto, tenho certeza, que no pouco espaço de tempo que pude gozar de sua presença, mesmo com a minha pouca percepção de menino e adolescente, guardo na lembrança o quanto ele era afável, amigo e protetor da família.
Quem me dera ter palavras para descrever nos mínimos detalhes a figura ímpar de meu pai e quanto ele era motivo de minha admiração. Mesmo pequeno e franzino, olhava para ele, obeso, pois chegou a pesar 110 quilos, (naquele tempo era raro se vê pessoas gordas como hoje), não me aterrorizava, nem dava medo, pelo contrário, tinha-o na consideração de profundo respeito e amor. Sua estatura mediana, seu corpo volumoso, olhar circunspeto, para os que não o conheciam, causava a impressão de um homem muito fechado.
Não, não o era. Tinha muitos amigos e desfrutava de grande conceito nesta cidade, comerciante no ramo de panificação que até hoje os produtos de massa fabricados por ele, ainda são lembrados com sentimento de saudades. Em sua coluna “aos domingos” no Jornal Correio da Paraíba, do dia 11 de julho de 2010, a escritora Onélia Queiroga, escreveu um artigo em minha homenagem e no sexto parágrafo está assim: “Fomos contemporâneos da rua Dr. João Pessoa, em Pombal. Saboreamos as mesmas iguarias: O pão francês, o célebre pão doce e a gostosa bolacha peteca, fabricados, com receitas únicas e inigualáveis, até hoje, na Padaria do seu saudoso pai Napoleão Brunet.”
A minha prima Maryloide Brunet, que reside em Recife Pernambuco, casada com Rubem, Coronel reformado do exército brasileiro; em um comentário, nos mostra como era o meu pai até mesmo nas horas das refeições, quando alguém lhe comunicava sobre a sobremesa que ia ser servida. É ela quem conta:
“Clemildo tenho uma história para contar do seu pai: Por ocasião das férias eu gostava de me hospedar em sua casa e um dia resolvi que ia fazer um pavê de castanha para o almoço, para minha surpresa quando perguntei se ele queria, respondeu” sirva logo todo o mundo e depois passa o pirex para cá, porque eu vou comer a metade. Rimos muito e assim foi, depois que coloquei a porção de cada um ele se apossou do pirex e comeu ali mesmo e era mais que a metade. Quando eu perguntei se ele gostou, ele respondeu prontamente "Se gostei? Amanhã pode fazer mais!” Aí então, eu fazia sempre algo diferente e ele se admirava porque eu sabia fazer tanta coisa gostosa.
Lembro que ele não andava na calçada, andava sempre no meio da rua. Lá da porta da sua casa, a gente o via saindo da padaria em direção a casa, lá vinha ele remando pelo meio da rua e os carros respeitavam e paravam para dar passagem a ele.
Pessoas honestas nunca ficam ricas. Assim foi ele e o meu pai. Tinham o que herdaram e só. “Mas podemos nos orgulhar da honestidade e honra que eles tinham”. Abraços de MaryLoide.
Não tenho mais meu pai, no entanto, nesta data quero externar a minha gratidão por este dia especial, dedicado aos pais em geral, lembrando aos filhos de hoje o como é bom ter um pai e ver no caráter e na virtude que lhe são peculiares, o respeito e o amor que ele tem pelos seus filhos. Porque pai é ser amigo.
FELIZ DIA DOS PAIS!
Mês de Agosto
O mês de agosto tem sido tratado de modo pejorativo com as várias qualificações que lhes são atribuídas, advindas de superstições e crenças populares, oriundas de culturas diferentes. Conta-se que o Imperador romano César Augusto, não querendo ficar atrás de Júlio Cesar, que também havia criado o seu mês, (julho com 31 dias), resolveu criar também o mês de agosto em sua homenagem numerando de igual modo 31 dias. Agosto, do latim Augustus, é o oitavo mês do calendário Gregoriano.
Não existe nenhuma explicação aplausível para que o mês de agosto seja considerado um mês azarento, chegando a ser chamado de mês do cachorro doido, da bruxa na aviação, das fantásticas noites do terror ou do desgosto, porque rima com agosto, ou até mesmo em razão de muitos acontecimentos funestos da história, que tenha se dado no calendário que assinala os seus dias, embora se saiba que muita coisa ruim acontece em todos os meses do ano.
Entretanto, ninguém sabe dizer porque, como e quando agosto começou a ser um mês azarento. Cesar Augusto chegou ao ápice de sua carreira como imperador romano, fatos importantes foram registrados em sua vida, sendo os principais, a conquista do Egito e a sua elevação à dignidade de Cônsul; razão pela qual os romanos deram o nome ao mês de Agosto em homenagem ao imperador.
Na época em que as expedições de Portugal zarpavam em buscas de outras terras, as mulheres portuguesas nunca casavam no mês de agosto. Casar em agosto era não ter lua de mel, e às vezes até ficar viúva. Essa crença foi trazida pelos colonizadores para o Brasil. O que se tem certeza, é que a crença popular sobre o 8º mês do ano, não é somente um ditado que rima com a palavra desgosto; é, também, uma superstição internacional de grande aceitação em nosso meio, destacando-se em nosso país de modo particular a região Nordeste.
Mesmo existindo pessoas que não dão créditos a essas superstições, no mês de agosto; muitos não se mudam, não se casam, não viajam e não fazem negócios de jeito nenhum. Já na Alemanha as mulheres não acreditam nessas histórias, enquanto em muitos países maio, é o mês das noivas, lá as moças sonham em casar no mês de agosto. Na Argentina, não é aconselhável lavar a cabeça durante o mês de agosto. Quem lava a cabeça neste mês está chamando a morte.
Embora muitos infortúnios tenham se registrado neste mês, por outro lado, é preciso levar em considerações as ocorrências boas, que se deram no mês de agosto. Várias datas significativas são comemoradas neste mês. O Dia do estudante e da TV 11 de agosto, dos pais no segundo domingo do mês, do soldado dia 25, em 14 de agosto comemora-se o dia de combate a poluição, e o dia do feirante marcado pela realização da 1ª feira livre no país, no Largo General Osório, em São Paulo em 25 de agosto de 1914.
O dia 1º de agosto comemora-se o dia da emissão do primeiro selo postal brasileiro que entrou em circulação já a partir dessa data. 03 de agosto de 1988 – fim da censura implantada em nosso país pelo regime militar. Nesta data, portanto, Assembléia Constituinte conseguiu extinguir a censura no Brasil, após os longos anos de sua implementação; determinando o fim da tortura, aprovando a liberdade intelectual de expressão e de imprensa no país. Em seu artigo 5º a Constituição brasileira autoriza a demonstração e as manifestações de cidadania que cada brasileiro pode gozar no pleno exercício dos seus direitos.
Outros fatos curiosos da história e de grande relevância, ocorridos no mês de agosto que merecem destaque:
Dia 29/81825 – D. João VI, rei de Portugal, assinou um tratado reconhecendo a Independência do Brasil, proclamada por seu filho dom Pedro três anos antes. O acordo previa o pagamento de uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas aos portugueses, além de garantir a dom João VI, o direito de usar o título de Imperador honorário brasileiro.
Dia 27/1859 – Maquinista aposentado, o americano Edwin Drake faz a primeira perfuração com sucesso de um poço de petróleo, a uma profundidade de cerca de 21 metros, na Pensilvânia. A descoberta foi o impulso para a exploração comercial do petróleo no mundo. Cinco anos mais tarde, 543 companhias dedicadas à atividade já atuavam nos Estados Unidos.
Dia 23/1877 – Com o objetivo de melhorar as oportunidades de exportação, os britânicos usam pela primeira vez no mundo a expressão Made In england. A idéia também era diferenciar os produtos da Grã-Bretanha dos de outros países, como os da Alemanha. Desde então, o termo passou a designar a procedência de toda a produção que é comercializada no exterior.
Dia 09/1992 – Sem perder nenhuma partida durante a competição, a seleção brasileira de vôlei, vence os holandeses por três sets a zero e conquista a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona, na Espanha. Ao todo, o time teve oito vitórias e foi derrotado em apenas três sets. Foi a primeira vez que os brasileiros subiram ao topo do pódio em um esporte coletivo durante uma Olimpíada.
Para concluir sobre o mês de agosto, me permitam enumerar algumas celebridades que nasceram neste mês: Bruna Lombardi - 01 de agosto, João Kléber - 02 de agosto, Barack Obama - 04 de agosto, Caetano Velloso - 07 de agosto, Preta Gil - 08 de agosto, Fábio Assunção - 10 de agosto, Marcello Novaes - 13 de agosto, Glória Maria - 15 de agosto, Madonna - 16 de agosto, Robert De Niro - 17 de agosto, Elba Ramalho - 17 de agosto, Marcos Palmeira - 19 de agosto, José Wilker - 20 de agosto, Murilo Rosa - 21 de agosto, Rodrigo Santoro - 22 de agosto e muitos outros.
A pacificidade do Pastor Jônathas
“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Jesus Cristo).
Em meados dos anos sessenta chegava a Pombal o Rev. Jônathas Barros de Oliveira, para pastorear a Igreja Presbiteriana, pioneira na missão de levar o evangelho puro da graça de Cristo em nossa cidade. Aos poucos, a sociedade pombalense pode sentir na presença desse homem, o carisma que lhe era peculiar, a ponto de conquistar a amizade do Padre da freguesia, o Monsenhor Oriel Antonio Fernandes. A amizade que essas duas lideranças religiosas cultivavam era de tal maneira, que chegou a ser motivo de admiração de muitos, e de espanto e rejeição de alguns. Na ocasião em que o Sacerdote romano foi acometido de uma enfermidade terminal, o Pastor Jônathas sempre o visitava, trazendo-lhe uma palavra de conforto, outras vezes, monsenhor Oriel mandava chamá-lo para conversar.
Houve uma época em que a Igreja católica Romana perseguia os chamados crentes ou protestantes. O Pastor Jônathas Barros, foi uma das vítimas desse movimento perseguidor da Igreja, quando na década de cinquenta, pastoreava a Igreja Presbiteriana de Patos. Conta o repórter Euclides Cavalcante Macedo do Jornal Brasil Presbiteriano:
Era noite do dia 28 de junho de 1958 e estava tudo pronto para a missa começar do lado de fora da Igreja de Santo Antônio... O povo, anteriormente já instigado e inflamado pela liderança católica contra os evangélicos, partiu em direção à Igreja Presbiteriana em Patos, que ficava a cerca de quinhentos metros de distância, e a destruiu...
O fotógrafo profissional Adgerson de Morais Porto, que à época tinha 28 anos, gravou espontaneamente uma entrevista conosco. Ele não perde a oportunidade para afirmar que era “o fotógrafo oficial” dos eventos paraibanos, que fotografou várias inaugurações, inclusive as passagens do então presidente Getúlio Vargas pela Paraíba.
Depois que a turba enfurecida partiu da Igreja Presbiteriana, Adgerson Porto pegou sua câmara fotográfica e foi por conta própria fotografar a bagaceira.
“Era de dar dó. Uma coisa muito triste. A igreja estava toda queimada, por dentro e por fora, o teto tinha vários rombos, nas paredes estavam escritos palavrões e desaforos aos crentes. Toda a bancada, o púlpito, a mesa, as portas e as janelas foram jogadas para fora da igreja e consumidas pelas chamas. Fotografei tudinho e entreguei algumas fotos ao pastor Jônatas Barros de Oliveira e não tenho mais os negativos”.
Arnaldo Ferreira do Nascimento, que na época morava na rua 18, em Patos, participou do motim levando um motor para atiçar fogo na madeira que estava sendo retirada do templo. Arnaldo, algum tempo depois, se converteu e hoje é pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, no estado de São Paulo. Glória a Deus!
O pastor Jônatas Barros de Oliveira foi ameaçado de morte e fugiu de trem para a cidade de Pombal. O irmão
Apenas tornando uma longa história curta, alguns anos mais tarde, o templo foi reconstruído no mesmo local do anterior e hoje a Igreja Presbiteriana em Patos conta com quatro congregações, um ponto de pregação, além de uma escola./ site: chamada.com.br
JÔNATHAS BARROS DE OLIVEIRA -nascido em 25 de Julho de 1928, natural de Garanhuns Pernambuco, RG 55.897 – IPTP, filho de Antonio de Barros Sobrinho e Cândida de Oliveira Barros, e doze irmãos. Foi casado com Ruth Carneiro Barros (saudosa memória) e tiveram seis filhos: Rutilene Carneiro Barros, Jailson Carneiro Barros, Jônathas Barros de Oliveira Júnior, Willian Wilson Carneiro Barros, Janildo Carneiro Barros e Mirna Carneiro Barros. Formado no Curso Ministerial, no Seminário Presbiteriano do Norte do Brasil,
Foi professor de inglês no Colégio Robert Simonses, em Patos/PB; professor de inglês por um ano, nos Colégios Josué Bezerra e Diocesano de Pombal e ainda desde a fundação professor de Inglês do Colégio Estadual de Pombal exercendo também a função de vice-diretor do turno noite; ex-vice diretor do Colégio Polivalente na sua fundação; fez a compilação de apostilas áreas 1,2,3 para curso pré-vestibular, cujas aulas foram ministradas
Atuou também como Diretor da sub Seccional da Labre em Pombal na Paraíba; tendo sido membro do Conselho do Movimento de Alfabetização (MOBRAL); Foi Presidente do Rotary Clube de Pombal; Radioamador sob o prefixo PY-7 AWL; exercendo ainda outras atividades como: Presidente dos Conselhos das Igrejas as quais foi pastor; Presidente fundador da Associação Evangélica Cultural de Patos ACEP; relator da Comissão Organizadora da Igreja Presbiteriana de Patos e fundador da União de Homens Presbiterianos da mesma cidade; participou ativamente de um Congresso em favor do pobre e flagelado em Fortaleza, promovido pela Missão Americana do Norte do Brasil; Pastor Missionário pela The North Presbyterian Mission Of Brazil, durante cinco anos entre o Sertão da Paraíba e o Estado do R. G. do Norte e ex presidente da União de Moços Presbiterianos de Garanhuns/PE. Faleceu no dia 27 de janeiro de 1996, vítima de insuficiência múltipla dos órgãos no Hospital Edson Ramalho e foi sepultado no Cemitério São José – Bairro Cruz das Armas
O Reverendo Jônathas ou Pastor Jônathas como era conhecido, foi alvo de muitas homenagens nas comunidades e igrejas por onde passou.
Pouco tempo depois o pastor Jônathas veio morar
1969 - início da chegada do sinal de TV, invento idealizado pelo Pastor Jônathas Barros de Oliveira (saudosa memória), através da construção de uma antena rômbica como ele costumava chamar. Dr. Nelson da Nóbrega, Professor Arlindo, Raminho, Vicente Farias, W. J. Solha e outros com o apoio da Administração municipal na pessoa do Prefeito Atencio Bezerra Wanderley colaboraram para por em execução esse projeto audacioso para época, pois o sinal a ser recebido era oriundo da extinta TV TUPI, a uma distância de Pombal, cerca de
Na sua forma embrionária o sinal era precário; depois com novas investidas foi se aperfeiçoando, o certo é que grande parte da população de Pombal subiu até o alto do Cruzeiro próximo da adutora elevatória da Cagepa, para assistir em um televisor preto e branco de propriedade de Raminho, a chegada do homem à lua.
Pombal ainda pequeno na sua extensão urbana com o número de moradores reduzido em relação ao que é hoje teve o seu momento de euforia e orgulhosa assistiu as imagens transmitidas pela Nasa para o mundo inteiro.
Lembro-me do Pastor Jônathas Barros de Oliveira em suas prédicas na Igreja Presbiteriana de Pombal e outros locais de reuniões, exaltando a capacidade que Deus deu ao homem a ponto de conquistar o espaço sideral e chegar à Lua, citando passagens bíblicas como o salmo 8 que diz assim: “ Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda terra é o teu nome... Quando comtemplo os teus céus obras dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem que dele te lembres e o filho do homem que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob os seus pés tudo lhe puseste; ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; as aves dos céu, e os peixes do mar, e tudo que percorre as sendas dos mares. Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda terra é o teu nome”. Segundo o Pastor Jônathas as palavras deste salmo foram deixadas escritas em uma placa no solo lunar, pelos astronautas americanos.
Excelente professor de inglês, o Pastor Jônathas era muito querido por seus alunos(as), muitas vezes foi visto percorrendo as ruas de nossa cidade sorrindo e brincando como criança com todos eles. 25 de julho lembra mais uma data de seu nascimento, se vivo estivesse estaria completando 82 anos. É com gratidão e profundo sentimento de saudades que lhe presto este tributo, em reconhecimento aos seus feitos em nossa cidade durante duas décadas consecutivas.
Hoje ele pertence à galeria dos heróis da fé, entre os que a Bíblia se refere: “Homens dos quais o mundo não era digno...” Hb. 11:38a
Pombal: 21 de julho 2010, 148 anos de cidade!
Assinalei o título deste artigo nesta ordem, para desmistificar mais uma vez a idéia que se passa na cabeça de muita gente, que leva em conta ainda, que 21 de julho é o dia que se comemora a emancipação política de Pombal. Não me canso de escrever sobre isso, pois a começar de nossas lideranças políticas em seus pronunciamentos, uma vez por outra, deixa escapar em seus raciocínios, que Pombal na data mencionada acima, marca os anos de sua autonomia cívica.
No passado sim, por desconhecimento dos fatos históricos. Até o nosso historiador Wilson Seixas, acompanhando outros historiadores, escreveu a primeira edição do “Velho Arraial de Piranhas” que teve o seu lançamento em 1962 no Centenário de Pombal, pensando tratar-se da emancipação política do Município.
O nosso povo não deve jamais abandonar o curso dessa história, pois as pesquisas feitas pelo o historiador pombalense Wilson Nóbrega Seixas, traz luz aos acontecimentos da época, nos dias atuais, revelando-nos que nossa querida Pombal, tem três datas importantes para celebrar ao longo dos anos.
Sua emancipação política se deu em 04 de maio de 1772, quando foi elevada de Arraial a categoria de Vila, sendo chamada Vila de Pombal. A Fundação se deu em 27 de julho de 1698, por Teodósio de Oliveira Ledo com o nome de Arraial de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó (Pombal). Em 21 de julho de 1862 foi elevada a categoria de cidade.
Wilson da Nóbrega Seixas com as pesquisas realizadas que debilitou sua saúde, conseguiu deixar este legado para a História de Pombal, restabelecendo as datas mais importantes do município mais antigo do sertão Paraibano. Resolveu reescrever a história em outro livro com o mesmo título, momento em que sua saúde foi agravada no manuseio de documentos antigos. Infelizmente, o autor do Velho Arraial de Piranhas não pode está presente ao lançamento da obra reeditada, pois já havia falecido.
No entanto, conseguiu o seu intento, entregando a tarefa para o escritor Evandro Nóbrega, que auxiliado por Verneck Abrantes e Jerdivan Nóbrega de Araújo, reeditou “O Velho Arraial de Piranhas”, resgatando a verdadeira história de Pombal desde a sua fundação há 312 anos. Wilson Seixas faleceu em João Pessoa no dia 11 de março de 2002. Se vivo estivesse, teria completado 94 anos no último dia 15 de julho.
Como conseqüência dessa nova realidade da nossa história, a Câmara Municipal de Pombal alterou a Lei Orgânica do Município, restabelecendo as datas comemorativas desde a fundação, emancipação política e elevação a categoria de cidade. Pode-se dizer que este foi um dos maiores contributos que Wilson Seixas deixou para conhecimento das gerações vindouras.
Agora falta tão somente o reconhecimento do Poder Executivo Municipal e Câmara de Vereadores desta cidade, homenageá-lo com galhardia, resgatando sua memória, dando o seu nome a um monumento, logradouro ou edifício público, pois bem o merece, sobretudo, porque em sua busca incessante de pesquisador, abriu novos horizontes no contexto histórico da nossa civilização.
O historiador paraibano, Professor José Otávio de Arruda Melo, certa vez referindo-se a Wilson Nóbrega Seixas, declarou: “Pombal possui uma estrela de primeira grandeza nos céus da literatura brasileira”.
Não somente os historiadores paraibanos, mas também os mais destacados a nível nacional, mencionaram as obras literárias de Wilson Seixas como fonte autêntica. É isso que lhe dá ares de imortalidade e ser chamado o desbravador da nossa história.
PARABÉNS POMBAL PELOS 148 ANOS DE CIDADE!
Onélia Queiroga
O homenageado com a Medalha Epitácio Pessoa, comenda maior do Poder Legislativo da Paraíba, nasceu em Pombal, com muita honra. O autor da proposta perante àquela Casa do povo, que de imediato a aprovou, foi o Deputado Dinaldo Wanderley, homem justo e de reconhecida sensibilidade.
Desse menino, Clemildo Brunet já fabricava, com engenho e arte e com os recursos e instrumentos da época dos seus verdes anos, protótipos de difusoras volantes. A idéia objetivava à comunicação com conterrâneos de Maringá e com cidadãos de outras plagas.
Nele, inatas sempre foram essa faculdade inventiva e a vocação determinada, à qual abraçou com obstinação; a de tornar-se profissional de rádio difusão. E, se os recursos ainda eram parcos, os sonhos eram grandes, e nada o detinha de ir ao encontro das suas aspirações.
A sua terra natal, de clima quente, de apenas duas estações, o inverno e o verão, de águas claras e perenes, de sol de forte luminosidade, fizeram-no ver, com toda clareza, qual vaticinador, o traçado dos caminhos que deveria seguir. Essas marcas telúricas ajudaram, sobremaneira, a esculpir-lhe o perfil de homem inteligente, de voz timbrada, característica própria de homens comunicadores de notícias e de programas musicais que encantaram e ainda encantam as multidões.
E Clemildo Brunet não relutou. Recorreu até às lágrimas para abrandar o coração de sua mãe e levá-la a presentear-lhe com a primeira Estação de Rádio. Foi o dia mais venturoso dos seus priscos tempos.
Fomos contemporâneos da rua Dr. João Pessoa, em Pombal. Saboreamos as mesmas iguarias: O pão francês, o célebre pão doce e a gostosa bolacha peteca, fabricados, com receitas únicas e inigualáveis, até hoje, na Padaria do seu saudoso pai Napoleão Brunet.
Inalamos, também, o cheiro forte e degustamos o excelente Café Dácio, da Torrefação do meu pai Antonio Hortêncio Rocha, cuja música da propaganda dizia: “Da choupana ao palácio, todos tomam o Café Dácio”, transmitida, diariamente, pelo “Lord Amplificador”, de Clemildo Brunet”.
Os seus amigos de Pombal, Clemildo Brunet, fizeram-se presentes à entrega da comenda que lhe foi outorgada. Se ela é toda sua, por mérito, não deixa de ser também nossa que o admiramos e regozijamo-nos com a sua felicidade.
A Inveja
Este mal é uma doença na vida das pessoas que teve seu início nos primórdios da humanidade. João, o apóstolo, novo testamento da bíblia, nos faz uma advertência em sua primeira carta, alertando para o fato que o primeiro homicídio registrado na história da humanidade, se deu por causa da inveja. Ele fala do amor que deve ser disseminado entre os homens, e recomenda: “Que amemos uns aos outros; não segundo Caim, que era do maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.” I Jo. 3: 11b,12.
Inveja - no dicionário é definida como: Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio. No conceito bíblico é uma doença da alma. No hebraico, língua em que foi escrito o velho testamento “quinha” (inveja) = significa literalmente ambição sem medida. “O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos” Pv. 14:30.
A inveja consiste naquilo que o outro tem tornando-se alvo do que queremos ter. Muitas vezes ela se manifesta no individuo de modo velado. Nem sempre quem sente inveja manifesta com transparência esse mal, mas, o uso das palavras revela a incapacidade de enxergar o raio de luz que há em seu semelhante.
A história de José do Egito é um exemplo dessa realidade. O patriarca Jacó perante os outros filhos demonstrava seu amor maior por José. Fez uma túnica talar de mangas cumpridas e deu-lhe de presente, diz o texto sagrado: “Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente”... “Seus irmãos lhe tinham ciúmes (inveja); o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo”. Gn.37:4,11.
A raiz maligna da inveja instala-se logo no seio da família. Os pais precisam ter cuidado no trato que dão aos filhos, para não cometer o erro de Jacó que tratava José com primazia. O desequilíbrio familiar na maioria das vezes tem se dado porque muitos pais de família fazem diferença entre filho e filhos, deixando transparecer seu amor de modo exacerbado.
Se este mal se registra na família, o que não dizer entre pessoas que nem da família são.
A manifestação da inveja se dá logo na mais tenra idade entre crianças possuidoras de brinquedos, quando se encontram para brincar, o desejo é ficar com o objeto do outro, enquanto que o outro não quer de modo algum se desprender do que possui, para que pelo menos, por instantes enquanto brinca, um possa compartilhar do brinquedo do outro.
A inveja é tão perniciosa que tem muito a ver com o comportamento de fingir, falsear, simular, a ponto de seu portador não se declarar abertamente e viver se ocultando. Transmuda-se em diversas modalidades. É usada pela espécie humana como mecanismo de defesa, no entanto, o intuito malévolo determina que o seu agente seja ardiloso. João Crisóstomo costumava dizer: “Da mesma forma que a traça destrói uma roupa, assim a inveja consome a vida”.
A inveja leva o homem a competir com o seu próximo de modo desigual. O sábio Salomão declara esta verdade nas palavras que estão escritas no livro de Eclesiastes capítulo 4 verso 4. “Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento”.
A inveja campeia no fato de alguém exaltar seus predicados em detrimento de outrem. Seus pertences são sempre melhores, suas riquezas são maiores e suas aptidões também. O apóstolo Paulo nos admoesta para não incorrermos nesses erros: “Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” Gl 5:26.
A inveja prejudica a vida das pessoas, pois ela se integra entre os vícios, ou pecados capitais, juntamente com a soberba, a avareza, a luxúria, a ira, a gula e a preguiça. Não é sem razão que alguém já disse: “A ferrugem consome o ferro e o enfraquece, e a inveja pelas projeções dos maus sentimentos dos invejosos o faz contrair um sem números de doenças”.
O show de Massilon Gonzaga em Pombal
Agraciado por Deus com um timbre de voz de tonalidade grave e forte, em 1972 Massilon Gonzaga foi para Campina Grande. Levado pelas mãos do radialista Gilson Souto Maior teve seu primeiro emprego na maior emissora da cidade – A Rádio Borborema pertencente aos Diários Associados. Aos poucos, Massilon Gonzaga foi ocupando espaço na radiofonia campinense, gravando textos comerciais para as emissoras, até que um dia, veio assumir a direção comercial da Rádio Cariri.
Com competência e denodo, Massilon foi nomeado locutor oficial da Prefeitura de Campina Grande, passando também pelo quadro de funcionários da Rádio Caturité. Esteve em Manaus no Amazonas por um tempo, onde exerceu sua profissão na Rádio Equatorial FM. Voltando a Campina Grande formou-se
O Show de Massilon Gonzaga em Pombal partiu de forma voluntária e despretensiosa do artista. Afinal, conhecendo Massilon como conheço, sinto que arde dentro dele a chama de um filho que ama a terra que o viu nascer. Seu maior desejo era mostrar aos seus patrícios o espetáculo das suas apresentações, a despeito de como ele vem fazendo na região de Campina Grande, tornando-se famoso em todo compartimento da Borborema.
Os músicos que o acompanham em suas apresentações não deixam nada a desejar em relação a outros, de renome neste país. Com muita satisfação tanto eu, como o Doutor e Professor José Cezário de Almeida, José Barbosa Coelho, jornalista e advogado Maciel Gonzaga de Luna, Genival Severo, e tantos outros, atestamos com toda veracidade, o desempenho desses artistas de maneira destacável, pois mostraram para nós em particular, a sua desenvoltura na música, numa verdadeira demonstração de conhecimento de quem toca não pelo o ouvir, mais de quem sabe em sua inteireza, toda a escala das notas musicais. São músicos criadores de arranjos, extraindo de sua criatividade à fina e harmoniosa execução musical, capaz de atender as exigências da mais apurada audição.
Segundo Massilon Gonzaga, o show que ele como cantor apresenta, tem a duração de uma hora e meia, enquanto que sua banda, se preciso, possui bagagem e talento musical de estender o show por mais duas horas seguidas, inserindo em seu repertório estilos e ritmos variados tais como: MPB, Jovem Guarda, Seresta e outros. É conhecida como banda Ariús e seus componentes são: China – O Romântico Seresteiro – diretor musical e vocalista; Carlinhos da sanfona que já acompanhou muitos artistas de nomes da nossa música regional, como Elba Ramalho, Marinês e outros.
Cabeção o Zabumbeiro, que começou na banda aos sete anos de idade e hoje está com doze anos. Lindomar – arranjador e exímio tecladista e as bailarinas Simone e Sandra com as suas coreografias, fazendo um show a parte, dando um colorido todo especial à banda.
É pena que a maior parte do povo de Pombal não assistiu ao Show de Massilon, pois o horário que estava previsto para sua apresentação, foi mudado pelos organizadores da festa, vindo a se apresentar às duas horas da madrugada já do dia 02 de julho.
Massilon tem uma presença marcante de palco e com sua sanfona mostra um espetáculo fascinante que agrada aos olhos dos que o assistem em seus shows. Esperamos que Pombal lhe dê outra chance; contudo, que seja em hora apropriada, para alegria dele que ama sua terra, e o deleite de seus conterrâneos que não puderam assisti-lo.
Orácio Bandeira: um repórter policial à frente de seu tempo
Houve uma época em Pombal e não faz muito tempo, que a crônica policial da cidade teve o seu direcionamento avançado, por única e exclusivamente competência profissional de um repórter: Orácio Bandeira. Ele descobriu por si próprio uma maneira de registrar a ocorrência dos fatos, utilizando mecanismo como a chamada reportagem investigativa dos dias de hoje, em que o repórter policial, não se limita apenas divulgar um simples BO, mais sim, ir à busca da informação além fronteiras das investigações policiais, ouvindo e analisando versões dos envolvidos na trama.
ORÁCIO BANDEIRA, querido de uns e detestados por outros. Hoje aposentado por força das sequelas deixadas por um AVC, que foi acometido no pleno exercício de suas atividades em seu programa: Orácio Bandeira, na Rádio Liberdade 96 FM, quando se encontrava falando ao microfone, momento em que o infortúnio lhe bateu a porta, causando-lhe grande mal, impossibilitando-o de continuar atuando no rádio.
Em recente artigo sob o título “A Medalha Merecida de Clemildo e o Asilado”, publicado em sua coluna no www.paraiba.com.br o Jornalista João Costa disse como aprendeu no Lord Amplificador a fazer reportagens no gênero policial: “No Lord, fui de controlista a apresentador, mas o que me marcou mesmo foram às reportagens policiais feitas na Cadeia Pública. Nessas reportagens ouvia todos os lados, polícia, acusado e vítimas, geralmente quengas do rói couro, onde acabei me familiarizando com elas, as quengas.
Hoje, no mundo da espetacularização da notícia, o fato importa pouco, as versões do fato importam mais. No Lord aprendi apurar uma notícia, e isso agradeço ao jurássico Clemildo Brunet – com o t aberto. Continuo valorizando os fatos, ferramenta importante no jornalismo e que capturei nas reportagens do Lord.”
E aqui me permitam dizer que não foi por menos que Orácio Bandeira tenha passado também pela a escola do Lord Amplificador. No geral a iniciação de qualquer um em trabalhos jornalísticos em algumas empresas de comunicações seja jornal ou rádio, se dão justamente na área policial. É a prova de fogo para quem quer trabalhar na imprensa. Quando fui trabalhar na Rádio Alto Piranhas em Cajazeiras enfrentei este desafio. Comecei inicialmente fazendo coberturas junto à polícia civil, hospitais, policia rodoviária federal e o poder judiciário.
Com Orácio Bandeira não foi diferente. Só que Orácio, já levava dentro de si toda potencialidade de um repórter lapidado para exercer a atividade com exímia competência nessa área. Ele nascera para isso. Há um que de relevância no repórter policial em relação às outras áreas do jornalismo, haja vista o crescimento da violência no tempo presente.
Orácio Bandeira fazia o seu trabalho com alma, entregando-se completamente aos ossos do ofício, no sentido de furar a notícia e ser o primeiro a fornecer dados que estavam escondidos com as investigações da polícia e fora dela, revelados por ele no rádio, com toda veracidade dos acontecimentos.
Orácio Bandeira sabia muito bem lidar com a função que abraçara, ele sabia perfeitamente que não era na igreja ou na câmara de vereadores que se conseguia uma matéria policial. O foco para sua informação estava justamente entre duas categorias mais conflitantes, policia e bandido.
Orácio Bandeira foi considerado um dos radialistas mais privilegiado de Pombal, a desenvoltura e aptidão de seu trabalho, o levaram para diversas emissoras aqui no sertão. A começar da Rádio Maringá, seguindo-se depois, Difusora Rádio Cajazeiras, onde foi destaque no Programa mais ouvido da Região “Boca Quente”. Rádio Educadora de Conceição onde fazia o Jornal do Vale. Rádio Oeste da Paraíba em Cajazeiras com a crônica policial e Rádio Jornal de Sousa com o Programa “Tribuna Livre”. Durante alguns anos Orácio foi correspondente do Jornal Correio da Paraíba e depois de haver passado por essas emissoras, ainda na Rádio Maringá AM, fez “Um Caso de Polícia” programa de linha independente, obtendo alto índice de audiência no horário do meio dia.
Este é o nosso Orácio Bandeira aniversariante de 26 de junho. A ele nossos calorosos aplausos por ter sido um repórter policial à frente de seu tempo, com efusivos votos de parabéns pela passagem de seu aniversário!
A efígie da medalha!
A Medalha Epitácio Pessoa que me foi entregue no último dia 10 de junho, em um verso tem a efígie do rosto de Epitácio Pessoa. No outro, a inscrição: Agraciado – Clemildo Brunet de Sá – Resolução 1502/2009 autor Dinaldo Wanderley, na borda a legenda – Assembléia Legislativa da Paraíba. É a mais alta honraria do Poder Legislativo do Estado. Foi criada pela própria Assembléia, para em reconhecimento, condecorar cidadãos que se destacam no Estado da Paraíba e no Brasil, bem como pessoas que se sobressaem, prestando relevantes serviços e que por seus méritos funcionais tenham se tornado alvo de distinção.
Não raro, temos ouvido falar de personalidades que levam o nome em medalha, troféu, avenidas, edifícios e nada sabemos sobre elas. Pois bem, poucos brasileiros sabem sobre Epitácio Pessoa e sua importância para a história da Paraíba e do Brasil.
Vejamos, portanto, como foi à vida pública deste grande jurista e estadista, que dignificou a nossa Paraíba e a nossa nação, cujo nome se acha em logradores públicos de cidades paraibanas e de outras unidades da federação. Aqui destaco Pombal, minha terra natal, que tem uma rua com o seu nome.
Orgulha-me também, o fato da sede do Poder Legislativo do Estado, abrigar o nome de casa de Epitácio Pessoa, como também a Comenda mais elevada deste poder ter seu nome, e ainda mais, uma das maiores avenidas da capital da Paraíba, que liga o centro da cidade a faixa litorânea ser chamada de Epitácio Pessoa.
EPITÁCIO LINDOLPHO DA SILVA PESSOA, nasceu no dia 23 de maio de 1865, na Fazenda Marcos de Castro em Umbuzeiro PB. Ficou órfão de pai e mãe desde os oito anos de idade. Ele e o irmão Antonio foram encaminhados a Pernambuco e ficaram sob a guarda do tio, o desembargador Henrique Pereira de Lucena.
Em agosto de 1874, Epitácio conseguiu uma bolsa de estudos no Ginásio Pernambucano, onde foi um aluno brilhante e ganhou o apelido de “Menino Prodígio”. Em 1882, se matriculou na faculdade de Direito do Recife. Para pagar as despesas da faculdade, dava aulas particulares. Ele se formou com notas máximas em 1886 e seguiu a carreira jurídica.
Em junho de 1894, quando tinha 29 anos, Epitácio se casou com Francisca Justiniana das Chagas, que faleceu em abril de 1895. Em novembro de 1898, viúvo, Epitácio Pessoa se casou com Maria da Conceição Manso Sayão. Desse casamento, Epitácio teve três filhas.
Ele iniciou a carreira como promotor em Pernambuco. Em 1889, assumiu a Secretaria de Governo da Paraíba. Foi deputado à Assembléia Nacional Constituinte (1890-1891), deputado federal (1891-1893) e ministro da Justiça e Negócios Interiores (1898-1901). Foi procurador da República (1902-1905) e ministro do Supremo Tribunal Federal (1902-1912). Presidiu a Junta Internacional que analisou os projetos do Código de Direito Internacional Público e Privado. Foi senador pela Paraíba (1912-1919) e presidiu a delegação brasileira à Conferência da Paz (1918-1919), em Versalhes.
Foi o único Paraibano eleito Presidente da República, por um acordo entre paulistas, mineiros e gaúchos, vencendo facilmente as eleições diretas contra Ruy Barbosa, pleito esse que se deu, quando Epitácio Pessoa ausente do país, se encontrava na França, fato inédito na história da nossa república. Assumiu a presidência em 28 de julho de 1919.
Na época, uma crise na economia provocou queda de quase 50% no preço do café. Epitácio Pessoa garantiu a recuperação dos preços do produto contraindo empréstimos junto à Inglaterra e comprando as sacas não vendidas. Antes de completar três meses de governo, teve início um grande movimento grevista em São Paulo. Ele mandou fechar o jornal operário A Plebe e expulsar do país os seus redatores.
Em 1919, ele lançou o Programa de Combate à Seca no Nordeste. Em 1920, fundou a primeira universidade do país: a atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No mesmo ano, determinou a transferência para o Brasil dos restos mortais do imperador D. Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina.
Outro fato que ficou marcado na história de Epitácio Pessoa como Presidente da República, em 1922, foi à primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil do seu discurso, no Rio de Janeiro, durante as comemorações do centenário da Independência. Fato ocorrido numa exposição na Praia Vermelha e o transmissor foi instalado no alto do Corcovado pela Westinghouse Electric Co., tendo sido importados para o evento 80 receptores de rádio.
Apesar da sua experiência política, Epitácio Pessoa não conseguiu evitar uma forte oposição a sua administração. Autoritário e enérgico tentou limitar a atuação da oposição com a lei de repressão ao anarquismo (17.1.1921). Seu governo foi um período conturbado, marcado por agitações políticas, greves e uma relação pouco amistosa entre o governo e os militares, que se iniciou quando ele nomeou dois civis para comandar os ministérios da Guerra e da Marinha, Pandiá Calógeras e Raul Soares de Moura, respectivamente.
Houve uma grande indignação nos quartéis. Civis comandando militares era algo que só havia existido durante o Império. As tensões entre o governo e os militares atingiram o seu auge durante a disputa pela sucessão de Epitácio Pessoa.
Aconteceram diversos levantes militares no Rio de Janeiro e em Mato Grosso, dando início ao que ficaria conhecido depois como movimento tenentista. Em 1922, Epitácio Pessoa decretou estado de sítio, controlou as rebeliões e passou a presidência ao seu sucessor eleito Artur Bernardes.
Em 1923, com a morte de Rui Barbosa, foi convidado pela Ligas das Nações a assumir o posto por ele ocupado na Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda e, em 1924, foi eleito novamente senador pela Paraíba, passando a acumular os dois cargos.
Em 1930, deu apoio a candidatura oposicionista de Getulio Vargas, pela Aliança Liberal à presidência da República, que tinha como vice seu sobrinho João Pessoa. Após a derrota da Aliança Liberal, participou de forma discreta do movimento político-militar que depôs o presidente eleito Washington Luís e colocou Getúlio Vargas na presidência.
Foi convidado, pelo presidente Getúlio Vargas, a ocupar o posto de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, recusando, porém a indicação e retirando-se da vida pública.
Epitácio Pessoa é o patrono da Academia Paraibana de Letras. Publicou, entre outras, as seguintes obras: Pela verdade; Discursos parlamentares; Codificação do direito internacional; Primeiros tempos; Laudos arbitrais e Questões forenses. Faleceu em Petrópolis, Rio de Janeiro, no dia 13 de fevereiro de 1942. Fonte: www.fundaj.gov.br
O Escritor e historiador José Américo de Almeida, que o conhecia muito bem de perto, assim traçou o seu perfil: “Epitácio Pessoa não era um solitário nem um esquivo; sistematizava as relações. Não chegava a ser frieza nem secura. Essa reserva devia torná-lo antipático, mas os traços não eram duros. Não se fechava nem carregava o sobrancelho.
Os olhos vivos abriam-lhe a fisionomia e iluminavam-lhe o ar num reflexo quase amável que lhe modificava a expressão. Tinha, repito, uma boa presença e irradiava a simpatia do homem educado, embora sem expansões. A testa alta, encimada pelo topete que parecia alongá-la, não se franzia nem se sombreava.
A constituição intermediária, nem maciça, nem delgada, era tão bem proporcionada que a pequena figura parecia tornar-se esbelta, por seu aprumo. E havia um equilíbrio na atitude.
Dominava o círculo como conversador, sem nenhuma afetação, pela riqueza e variedade dos assuntos, mantendo sempre a conversa num nível elevado. A palavra um pouco viva não tinha nenhum pedantismo”.
Surpresa e Gratidão!
A forma como fui conduzido para receber tão significativa homenagem na Assembléia Legislativa da Paraíba no último dia 10 de junho, a começar pela recepção calorosa que me foi dada pelo cerimonial fazendo as honras. Levaram-me até sala Vip da casa de Epitácio Pessoa, para que eu, só fosse visto pelos convidados, no momento em que a comissão formada pelos Deputados Dinaldo Medeiros Wanderley e Carlos Dunga Júnior me conduzisse ao plenário deputado José Mariz. Fiquei deveras lisonjeado com tão fino trato, a emoção por instantes quis dominar-me no exato momento em que adentrei ao local do parlamento paraibano, quando pude contemplar o recinto lotado de pombalenses ilustres que vieram prestigiar a sessão especial de homenagens.
Tal qual não foi a minha surpresa dar de cara com muitos amigos do mundo da comunicação, os do passado e os do presente. José Costa de Sousa, Lena Azevedo, João de Sousa Costa, José Alves de Sousa Neto, Otacílio Trajano de Sousa, João Camurça, Edmilson Pereira, Valmir Lima, Naldo Silva, José Carlos Araújo (Carlão) Tico Show, Fábio Almir, Carlos Abrantes de Oliveira, Gilson Souto Maior, Marcela Sitônio, Presidenta da API – Associação Paraibana de Imprensa, entre outros.
Passado o primeiro momento, tendo chegado à mesa dos trabalhos, foi dado início a Sessão com a execução do hino Nacional Brasileiro acompanhado solenemente por todos de pé. No decorrer dos pronunciamentos, foi se afastando de mim o fantasma emocional, dando lugar a uma sublimação. Fiquei como se estivesse flutuando em plumas e nas nuvens, dali em diante o que assistir e ouvi não pude assimilar muita coisa. No momento que me foi dada a palavra, explodiu no recinto através do som do plenário, a canção Maringá. Uma alegria sem igual, como diz um trecho da letra da canção, invadiu meu ser. Antes do meu pronunciamento, fiquei sorrindo para a platéia, enquanto nossos patrícios acompanhavam cantando com alegria a primorosa canção de minha terra.
“Maringá, Maringá!
Depois que tu partiste Tudo aqui ficou tão triste
Que eu garrei a imaginar
Maringá! Maringá
Para haver felicidade
É preciso que a saudade
Vá bater noutro lugar
Maringá! Maringá!
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assucegá!
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