Blog
Professor Damião Cavalcanti
xxxxx@hotmail.comDamião Ramos Cavalcanti, nascido na cidade de Pilar - PB, terra do escritor e romancista José Lins do Rego. Passou parte da sua infância em Itabaiana, quando, com seus 11 anos, foi estudar na cidade de João Pessoa, onde reside até hoje. Em 1966, viajou à Itália, onde, em Roma, realizou seus estudos de graduação e pós-graduação em Filosofia; em Paris, posgraduou-se em Sociologia da Educação pela Sorbonne, de 1978 a 1983. Professor da Universidade Federal da Paraíba, desde 1973, onde prestou uma larga folha de serviço como docente e dirigente. Participou da criação da UEPB em Guarabira, da UNIPÊ e da FESP em João Pessoa. Hoje, dedica-se a escrever seus livros, como membro da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB; da Academia Paraibana de Letras - APL; da Academia Paraibana de Cinema - APC; da Associação Paraibana de Imprensa - API e da Academia Paraibana de Filosofia - APF. É advogado, escritor, poeta e cronista.
Terapia da Palavra
Domingo, a bela reportagem de Rebecca Ricarte, nas páginas deste Jornal, revelou-nos “uma técnica havaiana” em que nos assegura: “palavras de amor podem curar”. E curam mais do que as de ódio que só nos trazem mazelas. As palavras, se de efeitos positivos ou negativos, carregam energia, sobretudo quando apaixonadas, significativas e sinceras. Algumas representam valor maior do que outras. Não se compara a palavra ‘liberdade’ com a corriqueira ‘sapato’, nem ‘amor ‘ com ‘ilusão’. Embora haja quem se habitue à corriqueirice: descreve como acordou, que se levantou da cama, detalha o café da manhã, e aí vai, que comeu cuscuz com ovo frito e apenas um “por causa do colesterol”, assim por diante, um palavrório infindo, sequencial do óbvio, de assuntos desinteressantes, até dormir de novo.
Sócrates recomenda só falar palavras “verdadeiras, boas e úteis”. Quem pensa comunica coisas interessantes. Daí, sempre pensar, antes de falar. Segundo a terapeuta, “Ho’opon opoho” é a palavra mágica, de eficácia, se for entendida. Mas, a reportagem não deixa a desejar, acrescenta o “saiba mais” de que tanto se tem utilizado a imprensa: “Ho’oponopoho significa amar a si mesmo, em havaiano. ‘Hoo’ significa ‘causa’ e ‘ponopono’ significa perfeição”. Concordo que é saudável amar a si mesmo, mas a perfeição do amor está em amar os outros, síntese das palavras de Cristo, o “novo mandamento”.
Enfim, a citada terapia consiste em pensar coisas positivas, mesmo diante de coisas negativas, o que deveria ser aplicável a quem só nos traz má notícia; além da aconselhável reação de assimilar essas inevitáveis negatividades com palavras que se relacionam ou se correlacionam com o amor. À parte o nominalismo ou o realismo a que nos induzem as palavras, antes de qualquer palavra de amor, há maior eficácia nas ações de amor. A exemplaridade de quem ama, mesmo em silêncio, fala mais alto do que a palavra. Contudo, neste mundo de violências, reconforta-nos ler a necessidade da linguagem do amor para a cura do homem, caminho para a humanidade avançar no bom sentido, no destino de um mundo melhor. Porque a humanidade será sempre o que for o amor humano.
-
18:11 | Mundo
Hillary Clinton grava mensagem a brasileiros
-
18:09 | Paraíba
Procon constata queda no preço da gasolina em 12 postos
-
18:03 | Esportes
Robinho quer ver Ronaldinho feliz no Milan
-
18:00 | Brasil
Mega-Sena pode pagar R$ 90 milhões neste sábado

